
O VI Simpósio Nacional de História Cultural também será espaço para a temática dos povos ágrafos do Brasil. Através do simpósio temático "A Fala do Outro: Cultura Material (Arqueologia) e Imaterial do Saber Indígena em Terras do Brasil do Pré e do Pós-Contato", o Prof. Dr. Juvandi de Souza Santos, professor da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) pretende dialogar com temáticas que relacionem a história e as vivências dos povos indígenas brasileiros, através da metodologia de pesquisa arqueológica. Ao nosso blog, ele fala um pouco sobre sua trajetória acadêmica, bem como sobre a temática de seu simpósio.
Professor, você pode nos dizer o que o despertou para o estudo do passado, e como essa trajetória lhe levou a pesquisar sua área de interesse proposta pelo seu simpósio temático?
O passado é fascinante. Sempre tive na cabeça que o passado não é algo morto e acabado. O ontem é História que merece ser trazida a tona como forma de entendermos o que somos e quem somos atualmente. Sei que o amanhã é mistério, mas poderemos, através dos conhecimentos obtidos com os fatos passados, prepararmos um futuro melhor para os nossos descendentes. Assim sendo, a proposta do ST é a de fazer o outro falar, aqueles que por ‘N’ motivos foram calados pelos ditos heróis oficiais e pelas políticas, também, ditas oficiais.
Como o(a) Sr(a) vê o contexto de pesquisas atuais (especialmente os projetos de iniciação científica e os desenvolvidos no âmbito dos programas de pós-graduação) na temática com a qual trabalha, e na qual está centrada seu simpósio temático?
Ao menos na Paraíba, atualmente, a população acadêmica e aquela parcela que estão fora da academia, nos vê com bons olhos, até porque, aqui, tudo que realizamos com a perspectiva de utilizarmos a Arqueologia, a Etnoarqueologia e a Etnohistória, até, claro, da historiografia para o resgate da história cultura e social dos tempos pretéritos, especialmente de grupos humanos ágrafos, tem sido bem vista sim. Atualmente, temos alunos de graduação e pós-graduação de diversos campos científicos preocupados com tal resgate, no que comprova que a atividade que desenvolvemos são confiáveis, apresentam notoriedade, preocupação no resgate da memória e, especialmente do modus vivendi dos grupos pretéritos.
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